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No último dia 7, centenas de manifestantes ocuparam a faixa azul da avenida Fernandes Lima, no sentido Centro, exigindo justiça para Mariana Ferrer, a influenciadora digital que denunciou o empresário André Camargo Aranha por estupro. 

A manifestação partiu da entrada do Cepa e terminou na praça Centenário. Vestidos, em sua maioria, de preto, os participantes exibiam cartazes e entoavam músicas e gritos que pediam justiça por Mariana Ferrer e chamavam a atenção para a violência contra a mulher em suas mais diversas formas. Apesar de ter ocorrido em uma das vias mais movimentadas de Maceió, o ato aconteceu sem causar grandes perturbações no trânsito.

Às vésperas das eleições para prefeitura e vereança, diversas candidatas estavam presentes da ocasião e empunharam o microfone para comentar o caso. "É preciso que a gente lute por Mari Ferrer, mas também por cada uma de nós" afirmou Lenilda Luna, candidata à prefeitura da capital alagoana. "No dia 15 de novembro vamos votar em mulheres, vamos votar em lutadoras, vamos votar em trabalhadoras".

 

Alycia Oliveira, integrante da Bancada Negra, mandato coletivo que concorre à vereança em Maceió, chamou a atenção para o fato de as mulheres negras e periféricas serem a maior parte das mulheres violentadas em Alagoas.

O ato aconteceu após o resultado do julgamento do empresário acusado, no último dia 2, quase dois anos após o dia em que o crime teria acontecido, em 15 de dezembro de 2018, em Florianópolis.

O JULGAMENTO

O vídeo do julgamento de Camargo Aranha, divulgado pelo The Intercept Brasil, chocou o país: o advogado de defesa humilha a vítima constantemente ao longo da audiência. Promotor e juiz não interferiram na situação, mesmo estando Mariana visivelmente abalada. "Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito", suplicava a influenciadora digital. O julgamento acabou com sentença favorável a Camargo Aranha, à qual a matéria do The Intercept refere-se como sendo "estupro culposo".

Lenilda Luna no ato Justiça por Mari Ferrer

Lenilda Luna no ato Justiça por Mari Ferrer

A reprodução, compartilhamento ou utilização desta imagem, com modificação ou não, é permitida desde que indicados os devidos créditos, nesse caso: Adja Marcela. O descumprimento deste requisito pode ser violação dos direitos da autora.

Valéria no ato Justiça por Mari Ferrer

Valéria no ato Justiça por Mari Ferrer

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Lu Araújo no ato Justiça por Mari Ferrer

Lu Araújo no ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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Ato Justiça por Mari Ferrer

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COBERTURA

Greve Climática Estudantil

Lisboa, setembro 2019.

Fridays for Future: jovens vão às ruas para defender a causa climática

Em um dos atos, PSP retira manifestantes das ruas à força.

Manifestações em defesa do clima, organizadas por jovens seguindo o movimento Fridays for Future, ocorreram hoje (27) em dois atos. No primeiro, os manifestantes partiram em marcha que se iniciou na Praça do Rossio; já o segundo ato constituiu na paralização da avenida Almirante Reis, que acabou com os manifestantes sendo retirados do local à força.
 
Centenas de pessoas a acamparam em meio à avenida Almirante Reis, onde pretendiam permanecer durante todo o fim de semana. Porém, a Polícia de Segurança Pública (PSP) entendeu o movimento como ilegal, e manifestantes relataram que houve violência policial: os agentes teriam tentado retirar as pessoas a força.

 

"Eles chutaram as barracas que ainda tinham pessoas dentro, foi violento", disse uma das participantes da associação Extinction Rebellion, Matilda Soares, que estava no acampamento. 

JORNADA
Sangue indígena:
nenhuma gota a mais

    A parada seguinte na programação foi na Assembleia da República de Portugal. Representantes de dois parti-dos (Bloco de Esquerda e Partido Livre) receberam os ativistas brasileiros. A primeira reunião foi com os membros do BE Beatriz Gomes Dias, Joana Mortágua,

Uma compilação da cobertura da Jornada Sangue Indígena: nenhuma gota a mais.

Jornada Sangue Indígena: nenhuma gota a mais traz ativistas brasileiros a Lisboa

Sônia Guajajara e Geovani Krenak denunciam descaso do governo Bolsonaro quanto à preservação das florestas.

       A convite do Coletivo Alvito, os ativistas brasileiros Sônia Guajajara e Geovani Krenak vieram hoje, 5, a Lisboa para programação da Jornada Sangue Indígena: nenhuma gota a mais. A turnê, que percorre diversos países da Europa, acontece como forma de internacionalizar denúncias de descaso do atual governo federal brasileiro que, apoiado pelos ruralistas, elege a agenda ambiental como inimiga do governo, promovendo diversos retrocessos.

 

    Portugal é o sétimo país a receber a Jornada Sangue Indígena: nenhuma gota a mais, que teve início no começo do ano, com a agenda Janeiro Vermelho. Essa é uma inciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que tem como objetivo dialogar com figuras políticas e com representantes de empresas que tenham relação com o Brasil para levar a outros países denúncias ao governo de Jair Bolsonaro por sua política de desprezo às questões climáticas. Dentre as ações contrárias à preservação das florestas e dos direitos dos povos originários, Bolsonaro declarou que vai rever todas as demarcações que puder e prometeu abrir terras indígenas para exploração agropecuária e mineração, além de ter transferido para o Ministério da Agricultura a responsabilidade pela demarcação de terras. Segundo dados da APIB, tais sinalizações já foram suficientes para estimular mais invasões e violência no campo.

        

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    A agenda de Guajajara e Krenak em Lisboa teve início com um almoço com integrantes do Coletivo Alvito (dentre eles a atriz brasileira Lucélia Santos), Guadalupe Portelinha e a deputada pelo Bloco de Esquerda (BE), Joana Mortágua. 

Pedro Filipe Soares, a coordenadora nacional do partido, Catarina Martins e o vice-presidente da Assembleia da República,  José Manuel Pureza.  Na  ocasião,    foi    discutido

 sobretudo a situação dos

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povos indígenas no Brasil. Os líderes indígenas levaram ao parlamento o "manifesto em defesa da Amazônia", que discorre sobre a urgência e importância do apoio internacional às causas indígenas.

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     A deputada Joacine Katar Moreira foi a representante do Parido Livre que recebeu Sônia Guajajara e Geovani Krenak numa conversa que seguiu a mesma    li-

nha do diálogo com o grupo parlamentar do BE: denunciar o que se passa com  povos originários do Brasil quanto a ameaça a manutenção dos seus direitos e a questão territorial.   Joacine  demonstrou total apoio

à causa indígena e ressaltou a importância de manter-se na luta daqui, do outro lado do Atlântico. A par-lamentar também relembrou   a    tem-

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porada da Casa NINJA Lisboa durante o verão europeu deste ano. “A Casa NINJA é revolucionária”, afirmou. 

          Para qualquer       
         dessas leis injustas, nós devemos uma coisa: desobediência

Acesse as publicações originais:

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         Dando continuidade à agenda, os ativistas seguiram para a Fundação José Saramago, onde realizaram uma intensa coletiva de imprensa da qual participaram diversos

meios de comunicação portugueses e de outros países europeus. 

 

      Após a coletiva e para encerrar a passagem da Jornada Indígena pela capital portuguesa, Sônia e Geovani participaram de  uma  conversa aberta ao pú -

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público na qual Sônia discorreu sobre o propósito da turnê e respondeu a perguntas. “Se a gente não reagir, vamos estar sendo coniventes com o nosso próprio caos! Precisamos agir agora! Colocar nossa gente na rua, mostrar que não estamos de acordo com o que está acontecendo. Para  qualquer  dessas  leis  injustas,  nós  devemos uma coisa: desobediên -

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cia!”, declarou Sônia. Com a sala lotada, o manifesto foi lido com a participação de algumas pessoas da   plateia. “Quando queimam a Amazônia, queimam os nossos povos também. O

mal que se faz lá, se espalha por todo     o      mundo”,  acrescentou a líder indígena, que  foi  candidata à vice-presidência da república do Brasil em 2018. 

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         A Jornada Sangue Indígena: nenhuma gota a mais chegará ao Porto amanhã, 6, e passará ainda por outros países da Europa.

Coloridas Luzes de teatro
 SHOW
Duda Beat

Coloridas Luzes de teatro

Com ingressos esgotados, primeiro show de Duda Beat em Lisboa foi divertido, dançante e com direito a grito em favor da liberdade de Lula.

Em sua primeira vez na capital portuguesa, Duda Beat estreia com o pé direito. O Music Box Lisboa foi o local escolhido para abrir a turnê "Pro Mundo Ouvir" na noite de ontem, 31 de outubro. Ao final, Duda endossou o coro "Lula Livre", iniciado por um grupo de fãs que exibiam uma faixa de apoio ao político.

À medida que o horário do show se aproximava, a fila na entrada do local aumentava na badalada Rua da Rosa.  Muitos dos que esperavam ansiosos pela apresentação estava fantasiados em comemoração ao dia das bruxas.

 

O espaço estava lotado: os ingressos esgotaram semanas antes da data do evento, tendo sido necessário escolher uma data data para segunda apresentação. Quem conseguiu adquirir os ingressos para o show de ontem pôde apreciar não só o talento musical de Duda, como também o seu carisma no palco, além da participação da cantora e compositora, também brasileira, Negah Jaci.

 

A cantora pernambucana, visivelmente feliz e orgulhosa, interagia a todo momento com a plateia, que conhecia todas as músicas do repertório.

 

As canções de Duda abordam temas românticos e versam sobre relacionamento, rompimento e amor próprio. Segundo a cantora, as letras são baseadas nas suas experiências pessoais e a própria Duda compôs vários de seus sucessos. 

O segundo show de Duda Beat em Lisboa acontecerá amanhã, 1 de novembro, também no Music Box Lisboa - e os ingressos estão esgotados.

ANEPC DECRETA SITUAÇÃO DE ALERTA DEVIDO A RISCO DE INCÊNCIO RURAL

Devido ao tempo quente e seco no interior e vento forte na faixa costeira e terras altas, a Proteção Civil declarou no último domingo (27), através de comunicado, que existe um aumento de risco de incêndio rural. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que a Situação de Alerta no país começou ontem e vai até às 23h59 de hoje.

A Situação de Alerta implica a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, bem como nos caminhos florestais e rurais, além de ser proibido utilizar fogo-de-artifício ou outros artefatos pirotécnicos e "realizar queimadas e queimas de sobrantes de exploração", segundo a Proteção Civil. É também vetado realizar trabalhos nos espaços florestais e outros espaços rurais com recurso a qualquer tipo de maquinaria.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou que a pandemia dificultou a prevenção e combate dos incêndios, sobretudo diante das altas temperaturas neste verão. Já o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, não relacionou os dois fatos, e explicou que "o ordenamento florestal é uma responsabilidade de todos os portugueses e tem a ver com uma dimensão de transformação da floresta que tem de ser prosseguida todos os dias e levará a anos de intervenção".

Ainda de acordo com Cabrita, já foram registados mais de 2 mil incêndios em julho, o que equivale a uma média de 120 por dia. Neste momento, os de maior complexidade são os de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova, que deverão ser combatidos até hoje ou amanhã. Em apenas um dia, o combate ao fogo demanda milhares de operacionais e dezenas de intervenções de meios aéreos. Houveram duas mortes de dois operacionais, um deles vítima de um acidente de avião que deixou mais quatro feridos. Além disso, dezenas de animais morreram em abrigos durante incêndio em Santo Tirso no sábado, dia 18, segundo denunciou o PAN (Partido Pessoas-Animais-Natureza).

Imagens: Mídia Ninja - incêndio Barragem do Castelo do Bode/2019

Página em construção.

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